FLISC 2016

FLISC 2016

QUE BOM QUE VOCÊ VEIO!

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Se está à procura de informações sobre uma turma ou série, observe que há uma página específica para cada ano. Lá você encontra as fotos, os relatos das aulas e os trabalhos realizados pelos alunos nas aulas de Literatura. Há também a opção para assistir vídeos e slides.
Comente os trabalhos e as aulas, tire dúvidas, dê sugestões, faça reclamações, fale sobre os livros que leu ou gostaria de ler... AO FAZER QUALQUER COMENTÁRIO, COLOQUE SEMPRE SEU NOME E TURMA, para podermos identificá-l0. Para postar o seu recado, você terá que escolher um perfil: se já digitou seu nome na mensagem, pode escolher anônimo, pois é mais fácil para enviar. Não esqueça de se tornar um seguidor do blog. Procure ao lado, a seção "Eu também faço parte da canastra" e entre para nossa turma. A cada semana, colocaremos novidades. Fique sempre de olho! Venha sempre nos visitar!

Equipe de Literatura:
Alessandra Faria, Daniele Matheus, Lene, Márcia Freitas e Vanessa Portella.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Trabalhos do 3º ano em 2010


AINDA SOBRE 2010...
     A partir de hoje, os trabalhos feitos pelas turmas em 2010, estão sendo enviados para os arquivos do nosso blog. Esses arquivos ficam aqui no blog mesmo e você pode vê-lo no lado esquerdo da nossa página inicial. Lá, você encontrará a opção "Trabalhos do 3º ano em 2010" e poderá vê-los no momento que quiser. 

COCO VERDE E MELANCIA

História do nosso folclore recontada por Ricardo Azevedo no livro

NO MEIO DA NOITE ESCURA TEM UM PÉ DE MARAVILHA.

"O MENINO PASSOU A SER COCO VERDE.
A MENINA PASSOU A SER MELANCIA"




A história de uma paixão proibida no interior do Brasil.
Os personagens usam apelidos na troca de bilhetes.
Para impedir um namoro, uma mentira foi contada.
Mas...Toda mentira tem perna curta...




RELATOS DO 3º ANO DE 2010


" BICO CALADO
  TOMA CUIDADO
  QUE O HOMEM VEM AÍ "

PASSAREDO
CHICO BUARQUE
                             

                                      
  
         Os alunos cantaram e pintaram vários passarinhos.
 Esta poesia ilustrada por eles ficou maravilhosa!
LENE                                      
                   





É HORA DE POESIA!
   Agora o terceiro ano está estudando o gênero poético. Na última aula da 306, por exemplo, os alunos puderam conhecer vários poemas e poetas, pois a sala de literatura estava decorada com um varal e vários livros de poesia em cima das mesas, por si só uma novidade. Mas o momento de maior emoção foi "reencontrar" a autora Sylvia Orthof, que eles já haviam estudado no início do ano, agora como poetisa. Lemos alguns poemas de A poesia é uma pulga (1991) e trechos de O rei preto de Ouro Preto, outro livro de Sylvia Orthof que o aluno João Victor coincidentemente havia pego emprestado na sala de leitura. Puxa, que agradável! Os poemas foram analisados pelas suas temáticas, pelas rimas que apresentavam ou não, bem como pelo seu ritmo, pela sua musicalidade (ou sua métrica). Depois cada aluno pode escolher um poema do varal ou dos livros para copiá-lo e ilustrá-lo. Foi a hora que a Júlia (306) aproveitou para tirar o livro de Sylvia das minhas mãos e procurar o poema Vassoural para copiar e ilustrar do seu jeito.
       A aula foi muito produtiva e agradável e poderia apresentar aqui muitos poemas muito bem ilustrados pelos alunos, mas não farei isso. Quem quiser ver esses poemas é só procurar o varal de poesias na sala de Literatura. Estão todos lá para o nosso deleite. Lá você também vai encontrar o poema Passaredo, de Chico Buarque, cuidadosamente ilustrado à guache, também pela turma 306!
              Parabéns  pelo capricho. A sala está linda!

                   Vassoural

                    A bruxa tem um jardim
                    plantadinho de vassouras.
                   Quando as vassouras esticam,
                   amarelam, bem maduras,
                   elas se largam do chão
                   e voam pra noite escura.

                   Varre, varre vassourinha,
                   varre o preto e mostra a lua,
                   varre a noite, limpa a estrela,
                   poesia ninguém segura!

                                      (Sylvia Orthof, no livro A Poesia é uma pulga, Editora Atual, 1991)
     
Profª Teresa, em 21/11/2010.


E AGORA VEJAM AS OFERTAS DO 
                                  BAZAR DO MALAZARTES!!!
O terceiro ano sabe que nem só de bobos e bocós vive o folclore brasileiro. Depois de ouvir a história de Pedro Malazartes, criamos um bazar que vende cada coisa... vejam só!





HISTÓRIAS DE BOBOS, BOCÓS, BURRALDOS E PASPALHÕES
RICARDO AZEVEDO
Deste livro, os alunos do 3°ano ouviram :  AS FAÇANHAS DO ZÉ BURRALDO
Finalmente, o desafio de escrever uma outra façanha, em duplas, grupos ou coletivamente com a turma toda.


Nome: Vinicius e Pedro
                      Turma: 301 Data: 20/09/2010
                      OUTRA FAÇANHA DO ZÉ BURRALDO
          O Zé Burraldo estava no Brasil passando por um morro quando começou um tiroteio. Então Zé Burraldo falou para o bandido:
          _ O que você está fazendo seu maluco?
          E o bandido respondeu:
          _ Saia daqui, seu bobão, se não eu te dou um tiro!
          Mas o Zé não saiu do lugar, e o bandido lhe deu um tiro no pé. Ele ficou furioso e começou a pular, correr e reclamar dos bandidos.
          Os homens atiraram mais e mais... Por sorte nenhum tiro acertou o Zé, mas ele resolveu se fingir de morto. Assim os bandidos foram embora e Zé Burraldo se mudou para a China e lá viveu feliz.




Nome: Lucas e Fellipe
                         Turma: 303     Data:  20/09/2010
                         OUTRA FAÇANHA DO ZÉ BURRALDO
        O Zé Burraldo estava passeando com o seu amigo quando viu um cocô no chão e perguntou:
        _ O que é aquilo?
        E seu amigo respondeu:
        _ É um cocô!
        E assim, começou a discussão:
        _ Não é, não!
        E o amigo rebateu:
        _ Então, vamos fazer um teste?
        Ele chegou mais perto, disse que o cheiro era de cocô, a textura era de cocô e até o gosto era de cocô...
        No mesmo instante, sem pensar, Zé provou e disse:
        _ Mas, não é que é cocô!
        E o amigo completou:
        _ Ainda bem que nós não pisamos!




COLÉGIO PEDRO II
OUTUBRO DE 2010
OUTRA FAÇANHA DO ZÉ BURRALDO
Texto Coletivo da Turma 307
Zé Burraldo estava jogando futebol com seus amigos.  Zé foi escolhido para ser o goleiro.
Quando um jogador do outro time chutou a bola, ele começou a correr de um lado para o outro, dando cabeçadas na trave e a bola entrou.  Feliz da vida, Zé comemorou o gol do time adversário.
O time todo chegou perto dele e começou a reclamar:
_ Poxa, você agarra bem !?!?!?
Zé ficou confuso e falou :
- Agarrar o quê ?
Um amigo irritado gritou:
- A bola !
Zé fez cara de espanto e falou:
- Ué, ele chutou a bola com muita força e eu pensei que ia me machucar!

AULA DE LITERATURA                                   PROF. JUCELENE





                                                                                                      AS MIL E UMA NOITES





As Aventuras do Simbad

O 3° ano viajou pelas Mil e Uma Noites com as histórias de Sherazade : O Mercador e o Gênio, O Pescador e o Djim, O Jardim dos Encantos, Os Três Príncipes Irmãos, Azur e Asmar, Ali Babá e os 40 Ladrões e, finalmente, Simbad, o marujo.
Acredita-se que Simbad fez sete viagens pelos mares a leste da África e ao sul da Ásia, onde encontrou  aventuras fantásticas que o levaram a lugares mágicos, encontros com monstros e fenômenos sobrenaturais.  Após ter concluído suas viagens, tornou-se um rico comerciante em Bagdá.  Certo dia, passou pela rua em frente a sua casa um pobre carregador de mercadorias também chamado Simbad que questionou por que também não fora abençoado com a riqueza e padecia no trabalho braçal. O marujo escutou as queixas do carregador e decidiu contar-lhe suas aventuras, justificando , assim, porque alcançou tal fortuna. 
Simbad, o marujo, vê a tranformação de uma bela ilha em uma baleia que estava adormecida no meio do oceano e também encontra uma construção branca de forma oval que descobre tratar-se do ninho do gigantesco Pássaro Roca. Depara com uma ilha povoada por numerosos macacos e gigantes que se alimentam de carne humana. Ele consegue por fim num fantasma que, há muito tempo,  assustava os navegadores, o velho do mar. Finalmente, no mar da China, é resgatado por um velho chinês , de quem recebe uma fortuna  para casar-se com a filha, uma linda moça. Mas, retorna a Bagdá e  a sua cultura.

  


 MIL E UMA NOITES-UM TAPETE DE HISTÓRIAS



UMA VELHOTA MINEIRA E SYLVIA ORTHOF VIRANDO CAMBALHOTAS
Júlia Limia

Coloquei aqui algumas fotos de fantoches criados a partir de uma aula que tivemos com o terceiro ano. As crianças ouviram algumas histórias de Sylvia Orthof e, ao longo das aulas, comentamos com elas algumas características que compõem o estilo da autora: as marcas do texto poético mesmo na prosa, o humor e narrativas que fogem do senso comum, inaugurando um passaporte para o lúdico e a fantasia dentro do texto literário.

"A velhota Cambalhota" vem com todos esses elementos e muita irreverência. Sylvia desconstrói qualquer imagem que se pode ter de uma velhinha mineira que freqüenta a igreja. Cambalhota mora num trem que dispara por Ouro Preto carregando a moradora da casa, um padre, anjos barrocos e o poeta Dirceu. Num desafio ao recato e às boas maneiras, o texto termina com Cambalhota afirmando sua disposição de viver na contramão do que manda o recato e o bem senso:


"Quem não gostar dessa história, /até logo, passe bem.../ eu sou aquela velhota/ que mora na casa-trem.

Planto a vida do meu jeito,/ quem quiser plante também"

Quem desafia o leitor: a autora ou a Cambalhota? O texto não esclarece e nesse desafio fomos nós a inventar muitas Cambalhotas e padres diferentes.

Lida a história, depois de uma breve conversa, ofereci às crianças um quadrado de pano preto que seria o corpo da velhota ou do padre. A tarefa do dia seria dar um rosto e enfeitar o personagem com rendas, tecidos diferentes, paetês, penas... O resultado da aula foi uma profusão de fantoches vestidos de preto, mas coloridíssimos em seus muitos enfeites.

Mesmo buscando incentivar esmero e dedicação nas tarefas realizadas, o resultado plástico não é o mais importante. Na brincadeira de criar um fantoche, quanto mais tempo a criança se dedica à sua criação, mais elementos ela utiliza para compor seu personagem e sua história. As velhotas e padres são criações diferenciadas de acordo com o empenho e o desejo de seus criadores. Assim no final da aula, todos trazem para a roda sua tarefa realizada sem julgamentos, sem exclusão.

Criados os fantoches, a tarefa seguinte seria apresentá-los. Cada criança ficou com o seu para brincar um pouco e pensar na voz que ele/ela teria. Depois em roda, todos apresentaram seus fantoches que deveriam saudar as crianças, dizendo seu nome e onde moravam. Algumas crianças foram além e deram show na apresentação. Outros não ousaram dar voz aos fantoches e simplesmente disseram o nome de sua criação. Novamente lembro que o caráter cênico desta apresentação é incentivado, mas não é obrigatório. A maioria das crianças tem prazer em se apresentar, criar vozes, personagens. Mas alguns poucos são tímidos demais e são respeitados. Nossa proposta é priorizar o prazer no contato com o texto literário e, nesse sentido, propostas cênicas ou plásticas são estratégias para chegar a esta finalidade.

  

AGORA, O 3º ANO ESTÁ CURTINDO AS MIL E UMA NOITES
O slide a seguir apresenta a aula em que eles conheceram um pouco da cultura árabe e alguns dos trabalhos realizados.

  

O JARDIM DOS ENCANTOS
Júlia Limia

O terceiro ano está ouvindo várias histórias das mil e uma noites, unidade de trabalho a que dedicamos um carinho especial. É a oportunidade de conhecer novas histórias, conversar sobre diferentes culturas, apreciar uma estrutura de texto diferente, já que as histórias de Sherazade costumam apontar para continuações. É uma forma de manter o ouvinte sempre curioso e interessado na aventura seguinte.
O Jardim dos encantos foi a última história contada por Sherezade e é importante comentar com os ouvintes o quanto os jardins são apreciados entre os árabes.
Propus às turmas de terceiro ano a criação de um jardim reativando um canteiro abandonado que fica em frente à sala de Literatura. As crianças aceitaram e foram na maior animação revolver a terra, tirar pedras e plantar mudas de várias flores. Tarefa realizada, as crianaças foram às demais turmas da escola informar a respeito do canteiro e pedir que todos tomassem cuidado para não prejudicar as mudas.
Agora é esperar as flores crescerem para que o futuro jardim seja mais um espaço de ouvir e contar histórias...


JARDIM DOS ENCANTOS - MAIS UMA HISTÓRIA DAS MIL E UMA NOITES
O 3º ano resolve construir um jardim encantado no pátio do Pedrinho.

   


OUTROS JARDINS ENCANTADOS
Jucelene Teixeira
  

DEMOROU, MAS CHEGOU O JARDIM DA 306!...

  

"SYLVIA NA FLISC"
Os alunos da 306 lançaram, na FLISC, um jornal chamado BALUGANGA que está repleto de informações sobre a autora. Também, fotos, autógrafos, caricaturas, passatempos e atividades realizadas na sala de literatura. Procurem...

UM POUCO MAIS DE SYLVIA ORTHOF
Sylvia Orthof nasceu no Rio de Janeiro, em 1932, filha de um casal de judeus austríacos que deixou Viena entre as duas guerras, para buscar paz e trabalho. Filha única de imigrantes pobres, teve uma infância difícil. Aprendeu a falar primeiro alemão e falava português com sotaque e errado até a idade escolar. Aos 18 anos, foi estudar teatro em Paris. Um ano depois, voltou ao Brasil e trabalhou como atriz no Teatro Brasileiro de Comédias, em São Paulo (o TBC), e, no Rio, atuou com grandes nomes do teatro e da TV. Escritora muito amada, com a sua irreverência poética inesquecível, publicou mais de 100 livros para crianças e jovens e teve 13 títulos premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil com o selo Altamente Recomendável para Crianças. Sylvia morreu em 1997, mas até hoje exerce grande influência sobre um grande número de autores infantis.
Sylvia Orthof antes de falecer deixou uma pequena caderneta com os poemas escritos no hospital. Estes versos, junto com outros que vinham sendo preparados para a editora Paulinas, vieram a formar o livro Pequenas orações para sorrir. Se eu me for,/ vou de bagagem,/ sem ter mala/ e compromisso./ Vou de anjo,/ sem ter asa,/ vou morando,/ sem ter casa./ Vou medir/ o infinito.

"SYLVIA NA SALA DE LITERATURA"
No trabalho com autoria que desenvolvemos em literatura, Sylvia Orthof é a autora escolhida para o 3°ano. Um dos livros que usamos foi Se as coisas fossem mães. Uma maravilhosa poesia que faz pensar: o que é ser mãe? E mais, quais são as “formas existentes de mãe”...
As crianças se deliciaram com a maneira lúdica que Sylvia usou para abordar o tema. Daí, a leveza com que as crianças encararam o assunto e fizeram decalques desta poesia.
Jucelene Teixeira


Trabalhos do 2º ano em 2010

A partir de hoje os trabalhos feitos pelas turmas de 2º ano irão para os Arquivos do Blog. Para vê-los você deve procurar, no lado esquerdo do blog, a seção "Arquivos" e procurar Trabalhos do 2º ano em 2010. Beijos! 


Ainda sobre 2010...
UMA HISTÓRIA DA TRADIÇÃO ORAL QUE DEIXOU O 2° ANO DE "QUEIXO CAÍDO"

UM VIAJANTE FAMINTO E APAVORADO VIVE UMA NOITE ARREPIANTE EM UM CASEBRE ONDE UM ESQUELETO QUE TEM VIDA VAI DESPENCANDO DO TELHADO...





  

A VELHA A FIAR 
 As crianças brincaram, cantaram,  rodaram e fizeram fantoches lindos. A turma 201 está de parabéns!
  
  


A PRINCESA DO ANEL DE OURO
Era uma vez uma bruxa que usava na cabeça uma faca sangrenta, pois ela caçava as crianças para matar.
Um dia, passando pela floresta, estava uma menina que tinha um anel de ouro. Lili estava procurando uma casa para morar, porque ela estava perdida. De repente, ela viu o castelo da bruxa e, como não sabia que naquele lugar morava a malvada, pensou em morar lá.
Quando Lili entrou, havia muitas portas. Na primeira porta, ela encontrou umas moedas de ouro. Para cada uma das moedas, ela podia fazer um desejo. Na segunda porta, ela encontrou um cordão de bolas roxas e rosas, que deixa quem usá-lo invisível. Na última porta, estava a bruxa sentada numa poltrona, que bateu os pés no chão e disse:
- Quem ousa entrar na minha casa?
A menina, rapidamente, colocou o cordão e ficou invisível. A bruxa escutou os passos da menina, mas ficou tonta, pois não via nada. Então, chamou o morcego das trevas para ajudá-la.

Este amigo da bruxa possuía visão de calor e conseguia enxergar tudo. Quando ele viu quem era, disse:
- Minha ama! É a princesa do anel de ouro!
Quando o morcego falou isso, o anel se abriu, iluminou o morcego e ele ficou cego.
Lili fugiu para bem longe, pegou uma das moedas e desejou voltar para sua casa. Onde ela viveu feliz para sempre.
(Este é um CONTO DE FADAS escrito pela turma 203 com adaptação da prof. Jucelene.)


Os contos de fadas na escola

Fazemos com o 2o. ano um trabalho com contos de fadas que dura quase um semestre. Nosso objetivo inicial é retomar textos que as crianças já conhecem através do cinema ou por já terem ouvido em alguma situação informal. Em geral, trabalhamos com os clássicos em que há textos mais detalhados, com situações que não são privilegiadas na linguagem cinematográfica ou nos textos mais simplificados ( e com versões mais empobrecidas...)
Há um conceito de autoria que gostamos de retomar com os alunos ao longo das aulas: os contos de fadas são textos populares. Foram sendo reelaborados durante séculos e passaram de geração em geração pela oralidade. O conhecimento que temos destes textos deve-se à pesquisa de muitos estudiosos que os registraram para a posteridade. As versões que mais utilizamos são as de Andersen, Perrault ou os irmãos Grimm. Nas conversas que temos com as crianças, procuramos enfatizar o fato de estas histórias pertencerem ao domínio popular. O papel dos autores não é de criação, mas de pesquisa e passagem da oralidade para a literatura escrita.
Um outro trabalhho que fazemos é o da exploração dos espaços ficcionais. Há muitos contos em que os personagens infantis precisam passar por diferentes provas e passam de um lugar para outro, alternando espaços naturais com espaços criados pelo homem. Assim, Polegar sai de casa para a floresta e dali para a casa do gigante e depois por campos diversos até que retorna vitorioso à casa dos pais. O mesmo se passa com a menina Elisa em " Os cisnes selvagens". Para libertar seus irmãos, ela alterna espaços naturais, construídos e sonhados. É nesta trajetória que ela adquire sabedoria para se livrar da maldição da madrasta.
O trabalho com massinha de modelagem para o Pequeno Polegar é uma das formas de aproximar as crianças desta estrutura narrativa de forma lúdica e agradável.
AQUI O CISNE SELVAGEM

AGORA, CHEGOU A VEZ DO PEQUENO POLEGAR!

Usando massinha, os alunos do 2°ano montaram cada ambiente por onde passou esse pequeno herói. A casa onde morava com seus pais e seus irmãos, o riacho onde buscou as pedrinhas para marcar o caminho, a floresta onde ficaram perdidos, a casa do gigante e finalmente, a casa velha onde se esconderam do gigante. Montamos uma maquete circular, pois, afinal, o pequeno retorna rico e feliz à sua casa.

  
Depois de ouvir muitas histórias....
O DRAGÃO VERMELHO
Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa. No jardim de seu castelo, ele estava passeando quando ouviu uma voz doce e ficou curioso para conhecer a dona daquela voz.
Aquele som maravilhoso vinha da torre de um castelo vermelho, um lugar abandonado onde o rapaz nunca havia entrado.
O habitante daquele lugar assustador era um dragão vermelho muito nervoso que cuspia fogo. Em volta do castelo tinha um rio de lava e três pontes para atravessar.
Quando ele chegou mais perto do rio, encontrou um espelho que refletia o rosto de uma fada. Ela disse ao príncipe que usasse a ponte do meio, pois as outras eram armadilhas.
Ao passar por essa ponte, ele encontrou no chão uma flor azul bem diferente. Ele pegou a flor e jogou-a no dragão. Logo depois, ouviu-se um estouro e o dragão virou pó.
O príncipe subiu a escadaria da torre e viu uma moça de longos cabelos pretos. Ela estava chorando e começou a contar o que tinha acontecido com ela. Uma bruxa invejosa aprisionou-a para que ela nunca se casasse.
O rapaz, apaixonado, deu um beijo na moça, pediu-a em casamento e eles viveram felizes para sempre.
(Este é um CONTO DE FADAS escrito pela turma 201 com adaptação da prof. Jucelene.)


206 VISITA A ADCP II, ENTREGA PRESENTE E RECEBE AULA DE INGLÊS!

    A turma 206/2010 confeccionou nas aulas de Literatura um panô, baseado  em história que resgata tradições de nossas origens africanas. Nele vemos os elementos da história eleitos pela turma para compor o trabalho: o ovo da galinha d'Angola, a própria galinha d'Angola, o pombo que também participa da criação da Terra e o baú de guardados e memórias da avó de Bruna.
      Motivo de alegria e orgulho para a turma 206/2010, o panô foi exposto na Festa Literária de São Cristóvão, em junho de 2010, juntamente com os das demais turmas do 2º ano da UESC I. Em agosto, a turma aprovou a sugestão da professora Teresa e decidiu oferecer o panô à Associação de Docentes do Colégio Pedro II, por acreditar que ganharia um lugar de destaque e por ser uma oportunidade de divulgar, de forma mais ampla, as antigas tradições africanas.
      Toda a turma visitou a sede da Associação, tendo sido recebida pelas professoras Regina e Heloisa, diretoras da entidade. Ao saberem que as anfitriãs do encontro eram professoras de inglês, as perguntas foram inevitáveis. Seguiu-se, então, uma aula bastante informal, acrescida de saboroso lanche. As funcionárias Willyane e Juliana foram bastante prestimosas e atenciosas, dando suporte necessário ao evento.  
       É fácil concluir que todos os envolvidos saíram muito satisfeitos com tudo: uns ganharam o panô para decorar a sede (criando um cantinho que eu denominei  por minha conta de "Cantinho da FLiSC")  e outros ganharam aula de inglês, lanche, oportunidade de divulgar o trabalho e muito carinho.
        Obrigada a todos! Crianças,vocês são o máximo!
         Veja algumas imagens desse encontro.

  


O AMIGO DO REI - RUTH ROCHA
Lene Teixeira

Os alunos do 2° ano ouviram mais uma bela história dessa autora muito querida pelas crianças.
Com este título bem sugestivo, antes da história, conversamos sobre as possibilidades: “Que rei será esse?” As crianças falam de todos os tipos de reinados desejados: rei da bagunça, rei do futebol, rei da turma, rei das meninas, rei de brincadeira, rei de países que já ouviram falar, rei da história e, claro, reis de vários Contos de Fada que já conhecem... Assim, podemos ter uma noção do que as crianças pensam a respeito de tal personagem.
Também foi importante fazer algumas considerações sobre a situação histórica, uma vez que a narrativa foi situada no período da escravidão no Brasil. Nessa situação histórica, mais uma exemplificação de um rei.
As ilustrações foram mostradas para as crianças de forma que os ouvintes pudessem interagir com o texto narrado, às vezes, mostradas antes da leitura da página e em outras páginas, depois.
Então, começamos a história de um menino escravo chamado Matias e um filho de fazendeiro chamado Ioiô. Nascidos na mesma época e com diferentes realidades, porém as mesmas brincadeiras e uma grande amizade.
Matias fazia questão de lembrar, todos os dias, para seu amigo, o que lhe disseram os outros escravos: “Um dia não serei mais escravo e sim, um rei!”
A seguir, após uma grande travessura, os dois receberam algumas palmadas do fazendeiro. Ioiô ficou indignado com o castigo e sugeriu a Matias que fugissem dali. Dias mais tarde, eles chegaram a uma aldeia de escravos fugitivos, o quilombo.
Lá, Matias foi reconhecido como Rei, pois seu pai na África havia sido um grande Rei. Ioiô passou um tempo junto ao amigo, mas a saudade de casa chegou.
No final do livro, a ilustração merece destaque, pois encerrando a história é dito que ambos lutaram pela liberdade, e a imagem impressa de uma gaiola aberta e um passarinho voando. “Por que esse desenho?” Não é surpresa que depois desse conto, quase todos os alunos se referiram à libertação dos escravos.
A proposta da aula foi a de tentar desenhar um rei africano conversando e usando as imagens do livro, mostrando outras fotos de reis africanos e usando a própria imaginação, cada criança criou sua ilustração. Na explicação sobre o que fazer, vale a pena considerar os diferentes tipos de reis que eles conhecem. Nessa hora, o uso da coroa convencional, a moradia num castelo e as outras imagens de um rei dos Contos de Fada são elementos decisivos para sua produção plástica. Como desenharemos o rei africano? Assim, elegemos algumas características que podem aparecer no desenho deles.
A caracterização desse personagem foi maravilhosa! Vale aqui explicar nossa surpresa ao descobrir que as crianças superaram nossas expectativas nos resultados. De alguma forma, esse texto acionou um imaginário já em ebulição nos nossos alunos a respeito de nossas heranças africanas.

ALGUMAS ILUSTRAÇÕES DO LIVRO
  

A ÚLTIMA PÁGINA

No final do livro, a ilustração merece destaque, pois encerrando a história é dito que ambos lutaram pela liberdade, e a imagem impressa de uma gaiola aberta e um passarinho voando.

OS ALUNOS DESENHARAM UM REI AFRICANO
   




Entre África e Brasil: histórias tecidas por muitas mãos
Julia Limia

Fizemos com o 2º ano uma unidade de histórias afro-brasileiras que vêm oferecendo oportunidades para que as crianças vivenciem novas experiências: lendas, personagens e imagens que sugerem o diálogo com outras culturas próximas e, ao mesmo tempo, distantes. Teresa, outra autora deste blog, vem começando suas aulas com viagens imaginárias ao continente africano. Pego carona nestes vôos e viajo: um olho em África e outro no Brasil. Contamos para as crianças a história "Bruna e a galinha d'Angola". Gercilga de Almeida usa nesta história o mito da criação da tradição ioruba em que Oxum tem a ajuda de uma galinha d'Angola que espalha a terra para que os seres vivos possam ocupar o mundo recém criado por ela.

Bruna é uma menina solitária. Quando fica triste, procura a avó Nanã que lhe conta as histórias que ouvia na sua infância em uma aldeia na África. No dia de seu aniversário, a menina ganha da avó a sua Conquém, uma galinha de Angola para lhe fazer companhia. As meninas da aldeia ficam curiosas com a Conquém e com a habilidade de Bruna de modelar galinhas com a argila. A galinha d'Angola traz mudanças na vida das crianças que se tornam amigas e as aproxima de Vó Nanã.

Na mudança de uma terra para outra, a avó perdeu um baú: dentro dele havia um pano pintado por ela representando a história da criação do mundo. É a galinha de Bruna que, ao revolver o chão, acaba por desenterrar o velho baú, trazendo à aldeia novos aprendizados. As outras meninas conhecem a lenda de Oxum e aprendem a pintar panos coloridos. Os panôs feitos por Bruna e suas amigas tornam a aldeia conhecida.

O texto se constrói na indefinição do espaço ficcional. A avó conta para Bruna histórias e tradições de sua aldeia na África. Quando fala de África, a avó se refere ao lugar em que vivia quando era criança. Onde é esta outra aldeia onde vive a menina Bruna que recebe estas tradições africanas? Estamos no espaço da ficção, da geografia inventada. África é o espaço da infância da avó, das antigas tradições. A nova terra pode ser o espaço do resgate da memória, mas também das recriações: uma aldeia de amplas fronteiras sem lugar definido.

A história de Gercilga trata da tradição, de criação e de laços de amizade. Propusemos às crianças a criação de um panô. Cada turma faria o seu, colocando neste os elementos mais importantes da história e depois enfeitaria com diferentes materiais. Pedimos aos pais que mandassem para a escola o que tivessem em casa disponível: rendas, panos, botões, fitas, brilhos, paetês.. . Oferecemos às crianças elementos variados, coloridos para que escolhessem o que lhes agradassem. O mais importante é que este seria um trabalho coletivo, sem brigas e sem exclusão. Incentivamos as crianças a planejar o que caberia no pano e regras foram combinadas para que cada uma delas pudesse escolher elementos, tendo tempo para colá-los no pano.

Há ainda uma leitura que se pode fazer destas sobras de cada casa que vão sendo oferecidas às crianças. Um botão colorido, um pedaço de renda vira um tesouro descoberto por cada criador no seu esforço de ajudar a recriar o panô de Bruna, que nunca foi só de Bruna.

Começo em África, volto ao Brasil e acrescento ao meu texto/ pano um trecho do poema de Manoel de Barros:

Matéria de poesia:

(...)
As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral

O que se encontra em ninho de João-ferreira:
caco de vidro, garampos,
retratos de formatura,
servem demais para poesia.
(...)
As coisas jogadas fora
têm grande importância
- como um homem jogado fora
(...)

Manoel de Barros.

Por fim, até a arrumação da sala foi tarefa de todos, felizes que ficamos com o resultado que tivemos. Agora, belos painéis enfeitam as salas de literatura. Na história os panos são pintados; os nossos são feitos a partir de colagens de elementos de diversas origens, organizado a muitas mãos, com muitas interferências: um diálogo multicultural.


Aqui os panôs de algumas turmas:
  

AGORA VAMOS AOS CONTOS DE FADAS...
Lene Teixeira

Os contos de fadas são narrativas populares, portanto, não possuem um autor. Há muito e muito tempo atrás, estas histórias foram recontadas oralmente e depois escritas por folcloristas em livros. Nestas narrativas, há sempre um desafio a ser vencido por um herói ou heroína que com auxílio de um elemento mágico consegue um final feliz. Por exemplo, os Irmãos Grimm recontaram O Príncipe-sapo que o 2°ano ouviu recentemente e produziu ilustrações para cada parte da história. Antes de desenhar, fizemos em grupos, a organização da sequência narrativa com pequenos textos resumindo as partes. E o resultado, não podia ser melhor...

  

ALGUMA PRINCESA QUER BEIJAR UM SAPO?

  

OUVIRAM, TAMBÉM, A BELA E A FERA.
Durante a história não puderam observar a "cara" da Fera, eles tiveram que fazer um exercício de imaginação para desenhar. No final, depois do mural pronto, eles observaram a ilustração da "cara da fera" num livro.